sábado, 23 de janeiro de 2010

Web 2.0 - Software multi-dispositivo

    
       Uma outra característica Web 2.0 que merece menção é o facto de que ela já não se limita à plataforma PC. Ao deixar a Microsoft, o programador de longa data Dave Stutz deixou o conselho que “Software útil que for escrito acima do nível do dispositivo único proporcionará altas margens por um bom tempo.”

       Naturalmente, qualquer aplicação Web pode ser vista como software com mais de um dispositivo. Afinal de contas, até a aplicação mais simples envolve pelo menos dois computadores: o que hospeda o servidor web e o que hospeda o navegador. E, como já dissemos, o desenvolvimento da web como plataforma estende essa ideia a aplicações sintéticas compostas de serviços fornecidos por múltiplos computadores. Entretanto, do mesmo modo como acontece com muitas áreas Web 2.0 – onde o “2.0” não é novidade e sim uma realização mais plena do verdadeiro potencial da plataforma Web – esta expressão fornece-nos um insight-chave sobre como projectar aplicações e serviços para a nova plataforma.

       Até hoje, o iTunes é o melhor exemplo desse princípio. Ele vai directamente do dispositivo portátil até uma maciça infra-estrutura web, com o PC actuando como cache e estação de controlo local. Houve várias tentativas prévias de levar conteúdo web a dispositivos portáteis, mas a combinação iPod/iTunes é uma das primeiras aplicações projectadas do zero para atingir múltiplos dispositivos. O TiVo é um outro bom exemplo.

      Esta é uma das áreas de Web 2.0 onde esperamos ver algumas das maiores mudanças, à medida que for aumentando o número de dispositivos conectados à nova plataforma. Quais as aplicações possíveis quando nossos telefones e nossos automóveis não estão a consumir mas, a enviar dados? A monitorização de tráfego em tempo real, flash mobs e jornalismo comunitário são apenas alguns dos sinais que chamam a atenção para as capacidades da nova plataforma.

By Tim O’Reilly

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Até onde pode ir a evolução Tecnológica


        Pranav Mistry é um aluno de Doutoramento no departamento de Fluid Interfaces Group no MIT. Antes dos seus estudos, ele trabalhou para a Microsoft como investigador UX [User Experience).

        Mistry é um apaixonado pela integração de informação digital com interacções do quotidiano. O âmbito da sua pesquisa também inclui Interacção Táctil e Tangível, Computação Ubíqua, Inteligência Artificial e Machine Vision

        Na TEDIndia, Pranav Mistry desenvolveu várias ferramentas que ajudam o mundo físico a interagir como o mundo virtual [mundo electrónico, de dados], incluindo uma análise profunda ao seu aparelho SixthSense [Sexto Sentido] e um novo revolucionário portátil “paper laptop”

        Vejam o vídeo da sua apresentação sobre o SixthSense, e vejam até onde a nossa imaginação associada às novas tecnologias pode ir.



Ana Arada

sábado, 16 de janeiro de 2010

Cultura Participativa na Web 2.0


       O professor de antropologia cultural Michael Wesch, estudou, discutiu e apresentou um fenómeno chamado Participatory Culture (Cultura Participativa) através do uso de ferramentas da Web 2.0, que vieram permitir que cada vez mais "leigos" participem no espaço cibernético.

        Podemos ver a sua apresentação na íntegra através do vídeo sobre a Web 2.0 criado pelo próprio professor como forma de explicar aos seus alunos do que se trata a Web 2.0, mais particularmente o Youtube, que transformou, exerceu e continua a exercer uma grande influência na vida das pessoas pois trata-se de um exemplo de multiplicação exponencial de conteúdo criativo gerado pelos diferentes utilizadores e a sua influência cultural.





Ana Arada

sábado, 2 de janeiro de 2010

Gmail


        O Gmail veio revolucionar as contas de e-mail, pois surgiu com a novidade de fornecer 1GB de espaço de armazenamento de mensagens. Na altura, contas de e-mails como Yahoo e Hotmail, apenas forneciam 6MB e 2MB, que os levou a rever esta questão do espaço, pois a proposta do Gmail era aliciante para os demais utilizadores.

        O Gmail é um serviço de e-mail totalmente gratuito, anunciado pelo Google a 1 de Abril de 2004. Por ter sido anunciado a 1 de Abril, suscitou grandes dúvidas sobre a sua autenticidade, pois os utilizadores pensavam que se tratava de uma brincadeira do Dia das Mentiras.

        Uma vez que os outros fornecedores de e-mail, pago e gratuito também começaram a repensar no espaço de armazenamento fornecido, em 2005 e mais uma vez no dia 1 de Abril, o Gmail lança o seu programa "infinito + 1" e começa a aumentar o espaço de armazenamento. No início, a taxa de aumento era de 4 bytes por segundo (aproximadamente 337 KB/dia) e já chegou a ser de 1500 bytes por segundo (aproximadamente 124 MB/dia). Actualmente esta taxa gira em torno de 315 bytes por segundo (aproximadamente 26 MB/dia) e o serviço oferece mais de 7,3GB de espaço de armazenamento.

        Mais tarde o Gmail permitiu que qualquer pessoa criasse conta, quando anteriormente era apenas através do convite de um utilizador com conta aberta no Gmail.

        Outra novidade deste serviço de e-mail é a forma com a qual os e-mails recebidos são organizados, denominado pelo Google de "Visualização de Conversas". Esse método consiste em mostrar todas as mensagens relacionadas com um assunto específico numa só janela, de forma escalonada, isso é, fica uma mensagem "por cima" da outra, conforme a ordem cronológica de envio.

        Devido à sua capacidade de armazenamento, e o espaço permitido para anexos ser de 25MB por mensagem, foram criadas ferramentas (como o GMail Drive para Windows, o gmailfs para Linux) que permitem o utilizador usar a conta do serviço do Gmail como se fosse um disco virtual. No entanto, como se trata de um serviço alternativo, nem sempre funciona a 100%, podendo de repente de deixar de funcionar.

        O Gmail facilita, ainda, a separação de grupos de e-mails. Quando criamos uma conta no Gmail, por defeito, são criados dois grupos que não podem ser apagados: "Todos os e-mails" e "E-mails utilizados frequentemente". Para além destes dois grupos, podemos criar os nossos próprios grupos de e-mails, personalizando ainda mais a nossa conta. Ao criar esses grupos específicos, facilita o envio de e-mails para determinado grupo (amigos, escola, trabalho, etc), evitando assim de estar constantemente à procura dos contactos destas pessoas. Se, por exemplo, o utilizador quer apenas enviar um e-mail para as pessoas do seu local de trabalho, basta seleccionar o grupo “trabalho”, evitando ter que procurar na sua imensa lista de e-mails quais os que pertencem ou não aos colegas de trabalho.

        O Google possui ainda o Google Chat, associado à conta do Gmail, integrado no Google Talk, evitando, assim, ter que instalar este programa no computador. Permite ainda que o utilizador, quando se encontra a trabalhar em locais em que as redes têm o acesso a estes programas bloqueado, possa utilizar o seu Instant Messeging em qualquer sítio, através do Google Chat. Para além disso, o Google Chat inclui ainda uma função que guarda os históricos de conversação automaticamente, podendo ser consultado em qualquer altura pelo utilizador.

         Para criar conta no Gmail, é só aceder a http://www.gmail.com/.

Ana Arada

Google


        O Google é uma empresa que desenvolve serviços online, cuja sede, localiza-se na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Seu primeiro serviço criado foi o Google Search, que se tornou no site de pesquisa mais utilizado no mundo.

         Este site foi criado apartir de um projecto de doutoramento dos estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996. A frustração de Page e Brin, com os demais sites de pesquisa da época, que não davam uma resposta adequada às pesquisas do utilizador, deu origem a esta ideia. O objectivo principal destes dois estuantes era construir um site de pesquisa mais avançado, rápido e com maior qualidade de ligações. Brin e Page conseguiram seu objectivo, apresentando ainda um sistema com grande relevância às respostas e um ambiente extremamente simples. Uma das propostas dos criadores do Google era ter uma publicidade discreta e bem dirigida para que o utilizador perca o menor tempo possível na sua busca.

        O Google, hoje, oferece-nos dezenas de outros serviços online, na sua maioria gratuitos: e-mail (Gmail), edição e partilha de documentos (Google Docs), partilha de fotos e vídeos (Picassa), pesquisa de itinerários (Google Maps), criação de blogues (Bloguer), entre outros. Para além destes serviços, oferece-nos ainda ferramentas de pesquisa especializada, que inclui, entre outras coisas, notícias, imagens, vídeos e artigos académicos.

       Sendo este um dos sítios mais conhecido e utilizado na Web, fica aqui uma curiosidade, como surgiu o nome “Google”.



Ana Arada
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       O nome Google foi escolhido devido a expressão googol, que representa o número 1 seguido de 100 zeros, para demonstrar assim a imensidão da Web.

        A expressão googol surgiu de um facto bastante curioso. O matemático Edward Kasner questionou o seu sobrinho de 8 anos sobre a maneira como ele descreveria um número grande - um número realmente grande: o maior número que ele imaginasse. O pequeno Milton Sirotta emitiu um som de resposta que Kasner traduziu por "googol". Mais tarde, Kasner definiu um número ainda maior: o googolplex.

       Segundo o documentário do Biography Channel sobre os criadores do Google, quando o primeiro investidor da empresa passou um cheque de 100 mil dólares perguntou a que ordem o devia passar. Brin e Page disseram que estavam a pensar dar o nome de "Googol" à empresa, mas o empresário, possivelmente por ignorância, escreveu "Google", obrigando, assim, a que a empresa tivesse este nome.
in Wikipédia