quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Meebo


       Já com a Web 1.0 os chats e os batepapos estavam a ganhar importância para os utilizadores. A necessidade de estar em contacto com os amigos e conhecer novas pessoas utilizando como meio a Internet, crescia a olhos vistos. O Messenger, o ICQ, Yahoo, GTalk entre outros foram e são aqueles mais utilizados pelos utilizadores para conversarem on-line com outros utilizadores. No entanto, o facto de ter que abrir estas contas todas para poder falar com todos os seus contactos, não é lá muito prático.

        Para responder a esta dificuldade, surgiu o Meebo. O Meebo foi lançado em Setembro de 2005 e, com quatro anos online, o serviço já chegou a mais de 80 milhões de utilizadores, que utilizam este serviço diariamente. Tornou-se assim num dos Instant Messengers Online mais acedidos.

        O interface desta aplicação é agradável, com janelas em cantos arredondados e ícones ao estilo 2.0. Assim que nos registamos no serviço, temos opções para configurar todas as contas de messenger que possuímos. No meu caso, por exemplo, tenho uma conta no MSN, uma no Google Talk e outra no Facebook, assim que me registei, pude ter acesso a todos estes contactos, aparecendo todos ao mesmo tempo numa só janela, que me informava quem estava on-line e offline. Assim, evita a necessidade de ter todas estas contas abertas ao mesmo tempo, basta uma só.
        As janelas de conversação aparecem nessa mesma página, não ocupando a barra de ferramentas do desktop. Quando alguém nos responde um sinal é-nos dado pelo ícone quem se encontra na área de notificação, logo não há necessidade de nos preocuparmos em abrir sempre a janela onde se encontra o Meebo aberto.

        Para os Bloggers, ou mesmo donos de sites, o Meebo oferece o MeeboME que tem o objetivo de possibilitar um chat entre as pessoas que entrarem no seu blog; assim os leitores poderão comunicar enquanto estiverem ligados ao site. É um serviço muito interessante para blogs com certa quantidade de acessos, pois possibilita uma discussão online com o utilizador e outros leitores naquele instante sobre o texto publicado.

        À semelhança do MSN, também é possível controlar os sons das mensagens recebidas e enviadas, gravar ou não o histórico de conversação, apresentar “emotions” nas mensagens, bloquear ou desbloquear contactos, através do configurador da conta.

        Se no local de trabalho do utilizador o acesso a estes serviços estiver bloqueado basta aceder ao serviço através proxy de sites online que "enganam" os bloqueios conferindo ainda segurança quanto aos dados transferidos e recebidos, tornando o seu acesso anónimo. Os utilizadores também podem aceder ao Meebo através do telemóvel, iPhone ou outro aparelho móvel com ligação à Internet.
        Para criar uma conta no Meebo basta clicar no link: http://www.meebo.com/

Ana Arada

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

TeuxDeux


        Com a evolução da WEB 2.0, um sem número de aplicações e serviços foram surgindo, de forma a responder cada vez mais às necessidades do utilizador. Uma das necessidades que hoje em dia se sente, devido ao ritmo acelerado que todos vivemos, é a de organizar o nosso dia, semana, mês. É certo que sempre existiram as agendas, mas teríamos que andar sempre com elas, consultá-las constantemente e algumas eram grandes, nada práticas para nos acompanhar.

        Como tal, surgiram alguns serviços on-line como Google Tasks, Remember the Milk, Task2Gather, entre outros, dque nos permitiam agendar e organizar as nossas tarefas. Recentemente surgiu o TeuDeux, um serviço que chama a atenção pela sua simplicidade, dinâmica e elegância. Este serviço permite-nos agendar as nossas tarefas e as ir “riscando” conforme as vamos cumprindo. Se acontecer de não cumprirmos todas a tarefas propostas para determinado dia, o TeuxDeux, automaticamente transfere as mesmas para o dia seguinte, para que o utilizador não se esqueça que falta realizar as mesmas. Evita assim o transtorno de andarmos à procura do que deixamos por fazer nos dias anteriores.

        Para além das tarefas agendadas, o TeuxDeux tem ainda uma área para registar as tarefas que não têm data específica para serem realizadas, mas que não devem ser esquecidas, lembrando assim o utilizador que as tem que realizar.

        Este aplicativo é simples e gratuito. Para o conheceres vai a http://teuxdeux.com/.

Ana Arada

Last.fm


        A escuta e partilha de músicas on-line, assim como o seu download e cada vez mais comum neste mundo da Web. Com esta procura, surgiram inúmeros sites que fornecem este tipo de serviço, escuta, partilha e download das nossas músicas favoritas.

        Ainda estávamos no século XX, quando Felix Miller e Martin Stiksel administravam uma gravadora on-line cuja missão consistia em divulgar músicas independentes de quem quisesse ouvi-las. Alguns anos depois, o universitário Richard Jones começou a seguir o que ele e seus amigos ouviam nos seus computadores através de um projecto intitulado Audioscrobbler. A Last.fm reuniu essas ideias e desejos num único lugar. Actualmente, o projecto permite que as pessoas escolham sozinhas as suas músicas. O principal objectivo da Last.fm foi democratizar a cultura da música: as pessoas ouvem o que elas querem, quando querem, sem que haja alguém a decidir o quê e quando escutar determinada música.

        A Last.fm é “um serviço que aprende as músicas que você gosta”. Mal nos registamos, este website apresenta-nos várias propostas relacionadas com a música, desde a escuta da mesma, visualização de vídeos, etc. Esta aplicação memoriza as músicas recentemente ouvidas pelo utilizador e permite que  estabeleça contacto com outras pessoas que possuem gostos semelhantes aos seus, levando assim à partilha de gostos musicais semelhantes, à possibilidade de recomendar novas músicas e ouvir a opinião e sugestão dos outros.

        Sempre que uma música é recomendada a um amigo, se escrevermos sobre ela ou simplesmente se a escutarmos, esta começa a ganhar uma maior importância no site sendo adicionada às tabelas musicais do site, permitindo que mais pessoas a escutem, só porque foi aprovada por uma pessoa.

        Apesar de todas estas funcionalidades, a parte social do Last.fm, está pouco explorada, existem várias aplicações a interagir com este sistema, mas num ponto de vista centrado somente para a música e não na sua representação e organização.

        A Last.fm transformou-se num serviço global de música, disponível em 12 línguas, incluindo em português.

        Visita o site http://www.lastfm.pt/, vale bem a pena.

Ana Arada

Facebook


        Com o surgimento da Web 2.0, e toda a interactividade que veio com a sua criação, notou-se cada vez mais a necessidade de criar laços on-line, relações, manter contactos, partilhar documentos, imagens, opiniões, etc. O utilizador está cada vez mais activo neste mundo da Web. Como tal, foram surgindo vários websites que permitiam e continuam a permitir que mantenhamos um contacto cada vez mais próximo com os nossos amigos e familiares, mesmo estando longe, e que conheçamos pessoas novas e interessantes criando assim novos laços de amizade.

        Um dos exemplos destes websites que promovem a sociabilização é o Facebook.

        O Facebook é um website de relacionamento social lançado em 4 de Fevereiro de 2004. Foi fundado por Mark Zuckerberg, um ex-estudante de Harvard. Inicialmente, a adesão ao Facebook era exclusiva aos alunos que frequentavam o Harvard College. Mais tarde foi alargada ao Massachusetts Institute of Technology, à Boston University, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League no espaço de dois meses. Depois alargou-se, no ano seguinte a outras universidades, seguindo-se a pessoas com endereços de e-mail de universidades (por exemplo, .edu, .ac.uk) ao redor do mundo as quais eram eleitas para ingressar na rede. Em 27 de Fevereiro de 2006, o Facebook passou a aceitar também estudantes do Ensino Secundário e algumas empresas, e a 11 de Setembro desse mesmo ano foi alargada a utilizadores com 13 anos de idade ou mais.

        Neste momento, este website, que começou por ser limitado a uma só universidade, a um grupo restrito, possui mais de 120 milhões de usuários activos. Desta forma a posição do Facebook no ranking de tráfego de visitantes, subiu do 60º lugar para 7º lugar. Para além de ser um site social, é ainda o maior site de fotografias dos Estados Unidos, com mais de 60 milhões de novas fotos publicadas por semana chegando a ultrapassar muitos sites dedicados exclusivamente à fotografia.

        O site é gratuito, e para além de todas as funções que este possa ter ligadas à sociabilização, também, permite que seja feita publicidade a outros websites e produtos. Em Maio de 2007, o Facebook introduziu o Facebook Marketplace, permitindo aos usuários publicar classificados gratuitamente dentro das seguintes categorias: For Sale (à venda) , Housing (imoveis), Jobs (emprego) e Other (outros); que podem ser publicados em diferentes formatos.

        Os utilizadores ao criarem as suas contas, criam perfis que contém fotos e listas de interesses pessoais, trocando mensagens privadas e públicas entre si e participantes de grupos de amigos. A visualização de dados detalhados dos membros é restrita para membros de uma mesma rede ou amigos confirmados.

        Para além de todas estas funcionalidades, hoje em dia, o Facebook também introduziu jogos que incentivam ainda mais à sociabilização entre os utilizadores deste website, como o “Farm Ville”, “Café World”, “YouVille”, pois dependem uns dos outros para terem sucesso nos seus jogos.

        Outra possibilidade neste website é a partilha de vídeos e hiperligações, que consideremos interessantes, com os nossos amigos e outros utilizadores. Os utilizadores podem adicionar vídeos por meio de upload, adicionando directamente do telemóvel através do Facebook Mobile ou utilizando um recurso de gravação directa de uma webcam. Este recurso surgiu devido à concorrência com o MySpace. No entanto, o Facebook Video não permite partilhar vídeos fora do Facebook nem fazer download ou exportar os vídeos enviados.

        O Facebook é uma rede de amigos on-line que nos permite manter um regular contacto com todos os nossos amigos, partilhar imagens, vídeos, ideias, e muitas outras coisas on-line, aumentando a proximidade das pessoas.

        Esta rede social veio para ficar. Se ainda não conheces cá vai a indicação: http://www.facebook.com/.

Ana Arada

O fim do ciclo de lançamentos de software


        Uma das características que define a era software da Internet é que o software é apresentado como um serviço e não um produto. Esse facto acarreta mudanças fundamentais no modelo de negócios da companhia:

        • As operações precisam se tornar uma competência central. A competência em desenvolvimento de produto da Google ou da Yahoo! precisa estar no mesmo nível da competência das operações do dia-a-dia. A mudança do software como produto para software como serviço é tão fundamental que o software deixará de funcionar a não ser que receba manutenção diária. A Google tem que percorrer a rede continuamente e actualizar seus índices, filtrar o spam de links e outras tentativas de influenciar os seus resultados, responder contínua e dinamicamente a centenas de milhões de inquéritos assíncronos dos utilizadores e, simultaneamente, estabelecer a correspondência entre elas e a publicidade contextual. Não é por acaso que o sistema de administração da Google, suas técnicas de rede e de balanço de carga seja, talvez, segredo mais bem guardado do que os seus algoritmos de busca. O sucesso da Google em automatizar tais processos é um factor chave da sua vantagem, em termos de custo, sobre os concorrentes.

        • Utilizadores devem ser tratados como co-programadores, em referência às práticas de desenvolvimento do código aberto (mesmo se for pouco provável que o software em questão seja lançado sob uma licença de código aberto). O lema do código aberto “lançar cedo e lançar sempre” transformou-se numa posição ainda mais radical, “o beta perpétuo”, em que o produto é desenvolvido em aberto, com novos recursos surgindo a cada mês, semana ou mesmo dia. Não é por acaso que se pode esperar que serviços tais como Gmail, GoogleMaps, Flickr, del.icio.us e outros do mesmo tipo carreguem o logo “Beta” por anos a fio.

        • A monitorização em tempo real do comportamento do utilizador, para aferir exactamente quais e como os novos recursos estão sendo usados, torna-se, portanto, uma outra importante competência a ser exigida. Um programador web de um grande serviço online comentou: “Todos os dias disponibilizamos dois ou três recursos nalgum lugar do sítio e se os utilizadores não os utilizam, nós os removemos. Se eles agradam, nós os implementamos no sítio todo.”

By Tim O'Reilly

Blogues e a sabedoria das massas


        Um dos aspectos mais intensamente comentados da era Web 2.0 é o crescimento dos blogues. Páginas pessoais sempre existiram desde os primórdios da rede, e o diário pessoal e a coluna de opinião diária existiam muito antes disso, portanto porquê tanto alvoroço? No seu aspecto mais básico, um blogue é apenas uma página pessoal em formato de diário. Mas, como Rich Skrenta assinala, a organização cronológica de um blogue “parece uma diferença trivial, mas puxa uma cadeia completamente diferente de distribuição, de publicidade e de valor”. Um dos factores que fez diferença foi a tecnologia chamada RSS (Really Simple Syndication).

        O RSS é o avanço mais significativo na arquitectura básica da rede desde que os primeiros hackers perceberam que a CGI (Common Gateway Interface) podia ser usada para criar sítios baseados em bases de dados. Permite que alguém não apenas aceda a uma página mas faça uma assinatura sendo notificado cada vez que haja mudanças na página. Skrenta chama a isso de “rede incrementável”. Outros a chamam de “rede viva”.

        Agora, é claro, “sítios dinâmicos” (isto é, sítios baseados em bases de dados com conteúdo dinamicamente gerado) substituíram as páginas estáticas há mais de dez anos. O que é dinâmico em termos da rede viva não são apenas as páginas mas os links. Espera-se que um link para um blogue conduza a uma página em permanente mudança, com “permalinks” para qualquer entrada individual e notificação de cada mudança. Um link RSS é, portanto, muito mais forte do que, por exemplo, um favorito ou um link para uma única página. O RSS também significa que o navegador de rede não é o único meio de se ver uma página. Enquanto alguns agregadores RSS, como o Bloglines são baseados na rede, outros são clientes desktop e ainda outros permitem que utilizadores de dispositivos portáteis assinem o conteúdo constantemente actualizado.

       A Netscape desinteressou-se, e a tecnologia foi levada adiante pelo pioneiro de blogues Userland, a companhia de Winer. Na actual azáfama de aplicações percebe-se, entretanto, a herança de ambos os pais.

       Mas o RSS é apenas um dos aspectos que faz o blogue ser diferente de uma página normal da rede. Tom Coates chama a atenção para a importância do permalink: O permalink pode parecer, agora, uma peça trivial de funcionalidade mas foi, na verdade, o dispositivo que transformou os blogues, de um fenómeno que facilitava a publicação de conteúdo numa confusão envolvendo conversas entre comunidades sobrepostas. Pela primeira vez, tornou-se relativamente fácil apontar e discutir especificamente um post num sítio pessoal. Iniciavam-se discussões. O chat emergia. E como resultado, amizades formaram-se ou reforçaram-se. O permalink foi a primeira – e mais bem sucedida – tentativa de se construirem pontes entre blogues. De muitas maneiras, a combinação de RSS e permalinks acrescenta ao http – o protocolo web – muitas das características do NNTP – o Network News Transport Protocol (Usenet). A “blogosfera” pode ser pensada como um novo meio de comunicação entre utilizadores, equivalente à Usenet e outros fóruns que foram os pontos de encontro dos primeiros tempos da Internet. As pessoas podem não apenas assinar os sítios umas das outras – obtendo fácil acesso aos comentários individuais de uma página – mas também – via mecanismos como trackbacks – podem ver quando alguém cria links para a sua página e podem responder, quer criando links recíprocos, quer adicionando comentários.

        Se uma parte essencial da Web 2.0 é tirar partido da inteligência colectiva, transformando a web numa espécie de cérebro global, a blogosfera equivale a uma constante cavaqueira mental que tem lugar na parte frontal do cérebro, a voz que todos ouvimos nas nossas cabeças. Pode não reflectir a estrutura mais profunda do cérebro – frequentemente inconsciente – mas equivale ao pensamento consciente. E, como reflexo do pensamento consciente e da atenção, a blogosfera começou a exercer um poderoso efeito.

By Tim O'Reilly

WEB 2.0 - Tira partido da inteligência colectiva


         O principal princípio por detrás do sucesso dos gigantes nascidos na era Web 1.0 que sobreviveram para liderar a era Web 2.0 parece ser porque eles souberam aproveitar o poder que a rede tem de tirar partido da inteligência colectiva. Eis alguns exemplos que levaram ao seu sucesso:

         • Hiperligações - São o fundamento da rede. À medida que os utilizadores adicionam conteúdo e sítios novos, esses passam a integrar a estrutura da rede à medida que outros utilizadores descobrem o conteúdo e se conectam a ele. Do mesmo modo que se formam sinapses no cérebro – com as associações fortalecendo-se em função da repetição ou da intensidade – a rede de conexões cresce organicamente, como resultado da actividade colectiva de todos os utilizadores da rede.

         • Yahoo! - A primeira grande história de sucesso na Internet, nasceu como um catálogo ou directório de links, uma agregação do melhor trabalho de milhares e, depois, de milhões de utilizadores da rede.

          • Google - A entrada da Google na área da pesquisa, que rapidamente a transformou em líder indiscutível nesse mercado, foi o PageRank, um método de fornecer melhores resultados de busca, usando a estrutura de links da rede, ao invés de só as características dos documentos.

          • eBay - O produto da eBay é a actividade colectiva de todos os seus utilizadores; como a própria Web, a eBay cresce organicamente em resposta à actividade do utilizador e o papel da companhia é o de possibilitadora de um contexto em que essa actividade do utilizador possa acontecer. Além disso, a vantagem competitiva da eBay deve-se, quase que totalmente, à massa crítica de compradores e vendedores tornando significativamente menos atraente qualquer novo concorrente que ofereça serviços semelhantes.

          • Amazon - Vende os mesmos produtos que concorrentes como Barnesandnoble.com e recebe dos seus fornecedores as mesmas descrições dos produtos, imagens de capa e conteúdo editorial. Mas a Amazon desenvolveu uma ciência sobre o envolvimento do utilizador. Ela tem infinitamente mais avaliações de utilizadores, convites para participar de várias formas em virtualmente todas as páginas – e, ainda mais importante – usa a actividade do utilizador para produzir melhores resultados de busca.

          • Wikipedia - Uma enciclopédia online baseada na noção duvidosa de que um verbete pode se adicionado por qualquer utilizador da rede e editado por qualquer um outro, é uma experiência de confiança radical, que aplica à criação de conteúdo o ditado de Eric Raymond (originalmente cunhado no contexto de software aberto) de que “com um número suficiente de olhos, todos os bugs tornam-se visíveis”. A Wikipedia já está entre os sítios Top 100 e muitos acreditam que logo estará entre os dez primeiros. Trata-se de uma profunda mudança na dinâmica de criação de conteúdo!

By Tim O'Reilly

Origem da Web 2.0


        No século XXI a Internet começou a tornar-se em algo demasiado importante no dia-a-dia das pessoas, e foi quando se começou a aperceber que era necessária uma revolução a este nível.
        O conceito de “Web 2.0” começou com uma conferência de brainstorming entre a O’Reilly e a MediaLive International. Dale Doughherty, pioneiro da Web e vice-presidente da O’Reilly, reparou que, ao contrário de haver explodido, a Web estava mais importante do que nunca, apresentando interessantes aplicações novas e sítios de sucesso a surgirem com surpreendente regularidade. E, melhor ainda, parecia que as empresas que haviam sobrevivido ao colapso tinham algo em comum. Assim, nasceu a Conferência Web 2.0.

         Após ano e meio, o termo “Web 2.0” consagrou-se nitidamente com mais de 9,5 milhões de menções registadas no Google. Mas ainda existe um enorme desacordo sobre o que significa Web 2.0.

         Como muitos conceitos importantes, o da Web 2.0 não tem fronteiras rígidas tem sim, um centro gravitacional. Pode-se visualizar a Web 2.0 como um conjunto de princípios e práticas que interligam um verdadeiro sistema solar de sítios que demonstram alguns ou todos esses princípios e que estão a distâncias variadas do centro.

         Na primeira conferência de Web 2.0, em Outubro de 2004, na palestra de abertura, fizemos uma lista preliminar de princípios. O primeiro era “A web como plataforma”. Entretanto esse também era o lema da empresa estrela da Web 1.0, a Netscape, que pegou fogo depois de uma inflamada batalha com a Microsoft. Além disso, dois dos nossos exemplos de Web 1.0, a Double Click e a Akamai, eram ambas pioneiras em tratar a rede como plataforma. Não é frequente as pessoas pensarem nelas como “serviços de rede” mas, de facto, o primeiro serviço web amplamente distribuído foi o posicionador de anúncios, assim como também ocorreu com os mashups (para usar um outro termo que vem ganhando terreno ultimamente). Cada anúncio em forma de banner é oferecido como uma integração sem fronteira aparente entre dois sítios web, ao apresentar uma página integrada ao leitor num outro computador.

         A Akamai também trata a rede como plataforma e, num nível mais profundo da pilha, construindo um sistema de entrega de cache transparente que desafoga o congestionamento da banda larga.

         Entretanto, esses pioneiros forneceram contrastes úteis porque os que entraram depois levaram ainda mais longe suas soluções para o mesmo problema, compreendendo mais a fundo a natureza da nova plataforma. Tanto a DoubleClick como a Akamai foram pioneiras da Web 2.0, entretanto também podemos ver como é possível compreender mais sobre as possibilidades através da adopção de padrões adicionais de design Web 2.0.
        No brainstorming inicial, formulámos a nossa ideia de Web 2.0 através de exemplos


 
Web 1.0 VS Web 2.0
DoubleClick ↔ Google AdSense

Ofoto ↔ Flickr

Akamai ↔ Bit Torrent

mp3.com ↔ Napster

Britannica Online ↔ Wikipedia

Sítios pessoais ↔ Blogues

evite ↔ upcoming.org e EVDB

Especulação com nomes de domínio ↔ optimização para motores de busca

page views ↔ custo por clique

“Screen scraping” ↔ serviços web

publicação ↔ participação

Sistemas de gestão de conteúdo ↔ wikis

diretórios (taxonomia) ↔ tags (“folksonomia”)

stickness ↔ syndication



By Tim O'Reilly

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bem-vindos


        Olá a todos, este é o meu primeiro blog.
        Sejam muito bem-vindos.
        Neste blog vou escrever sobre a web 2.0. Tenho já pensados "posts" sobre o Gmail, o Last.fm, teuxdeux, facebook entre outros.
Fiquem bem.
Beijos e abraços
Ana Arada